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29 de outubro de 2019
Sexualidade e câncer de Mama em homens

O outubro rosa é conhecido pela campanha de combate ao câncer de mama, o tipo da doença mais comum entre as mulheres depois do de pele, o que gera uma visibilidade maior ao câncer de mama nas mulheres.

Apesar da doença atingir, principalmente as mulheres, também é encontrada nos homens, sendo um diagnóstico para cada 100 em mulheres. Na maioria dos casos, o diagnóstico é feito em estágio avançado, dificultando o tratamento e acarretando em uma maior mortalidade do que os femininos.

O principal motivo da demora é o preconceito e a falta de informação. Os homens têm menor pretensão em procurar médicos e a fazerem exames de rotina. Entre as principais causas da doença nos homens estão as alterações genéticas e hormonais, alimentação rica em gorduras, excesso de álcool ingerido, além do uso de anabolizantes ou de hormônios

O tratamento do câncer de mama masculino se assemelha ao feminino, dependendo do estágio do tumor, podendo ser feito através de cirurgia, radioterapia, hormonioterapia ou quimioterapia. A cirurgia está indicada para praticamente todos os casos. Quanto mais cedo for iniciado o tratamento, menor a extensão da cirurgia e menor a necessidade de receber quimioterapia e radioterapia.

A prevenção também não difere muito em relação aos outros tipos de tumor em homens e mulheres. Manter um bom peso, fazer exercícios, conhecer o histórico familiar e identificar se outros parentes também tiveram câncer, são meios para auxiliar na identificação precoce. Como é mais raro, não é habitual que se faça mamografia nos homens, por isso a necessidade de que cada homem se atente ao seu corpo.

Mas em relação a sexualidade, como fica o homem que descobre um câncer de mama? Os sentimentos sobre a sexualidade afetam nosso dia a dia, nossa autoestima e o relacionamento com outras pessoas.
Homens e mulheres podem perder o interesse sexual durante o tratamento de câncer, pelo menos por um tempo. A preocupação com a morte é tão grande que o sexo pode não ser uma prioridade. Além disso, as pessoas que estão em tratamento podem ter outras questões como a preocupação, depressão, náuseas, dores, que podem causar a perda do desejo. Tratamentos que alteram o equilíbrio hormonal também podem diminuir o desejo sexual.

Se o relacionamento deste sujeito não estiver bom, com conflitos, uma das parcerias ou ambas também podem perdem o interesse sexual, assim como pode acontecer com qualquer outro.
Muitas pessoas com câncer se preocupam com que a parceria não sinta mais desejo devido às mudanças em seus corpos ou simplesmente por ter tido a doença. Sua parceria também pode ficar insegura, preocupada em como expressar seu amor depois do tratamento.

O câncer de mama pode ser uma experiência de crescimento para o casal. Falar sobre seus receios e tentarem juntos acharem uma alternativa pode ser uma ajuda.
Aprender a aceitar e se sentir bem com o seu corpo durante e após o tratamento do câncer de mama é um caminho pessoal e diferente para cada um. Informações e apoio podem ajudar a lidar com essas mudanças de maneira mais fácil.

Se alguma parte do seu corpo se encontra sensível ou dolorida, você pode guiar sua parceria para obter o maior prazer e evitar desconforto. Reaprender a se reconhecer nesse corpo, descobrir novas zonas erógenas, podem ser descobertas que auxiliem a lidar com essa sexualidade.
Outra dificuldade encontrada são os próprios profissionais de saúde, que muitas vezes não estão preparados para orientar seus pacientes sobre questões ligadas à sexualidade. Não há formação para esse profissional e não há espaço para que os pacientes perguntem, além do estigma de que “doentes não fazem sexo”, considerando não haver necessidade em falar sobre o assunto.

Através das palestras e das nossas capacitações, o Programa Florescer tem como um de seus objetivos desmitificar alguns conceitos relacionados a temática da sexualidade. Promovendo informação e qualidade de vida.

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