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4 de outubro de 2021
Posso deixar de sentir?

Diariamente nos deparamos com contextos como: rotina de trabalho, trânsito, violência, perspectivas futuras, a busca do sucesso. Tais situações geram emoções, algumas positivas (e.g., alegria, satisfação, afeto, admiração) e algumas negativas (e.g., tristeza, medo, ansiedade, raiva). Fomos ensinados desde crianças a evitar as emoções negativas, que de fato não são prazerosas, mas são experiências necessárias para o desenvolvimento de nosso repertório comportamental.

O Sentir é um comportamento, é uma maneira de funcionamento do nosso corpo em determinadas situações, assim como correr é uma outra maneira de funcionamento, em outras situações. As emoções são predisposições para classificar o comportamento em relação às várias circunstâncias que nos afetam e são condições corporais que afetam nosso dia-a-dia, ao ponto de influenciar os comportamentos que emitimos. 

Emoções como medo e ansiedade são situações adaptativas do indivíduo que o levam a enfrentar o perigo. Todos nós sentimos medo. Sentir medo é um comportamento que pode ser muito importante para que não corramos riscos desnecessários em nossa vida (e.g., a ansiedade que um estudante sente ao ter uma prova agendada, o faz estudar e se preparar com antecedência). Mas que, quando desproporcional a situação vivida, as emoções se tornam exacerbadas e podem provocar mal-estar, ou seja, podem ser experienciadas como ruins.

Sentir é uma resposta emocional, normal e necessária à nossa vida, ao nosso desenvolvimento, por isso, se permita sentir, mas pondere se a intensidade do sentimento condiz com a situação que o está gerando. Somos seres humanos e está tudo bem sentir! Vamos falar sobre nossas emoções!

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Referências:

Britto, I. A. G. S., & Elias, P. V. O. (2009). Análise comportamental das emoções. Psicologia para América Latina, 16(1). Obtido em: 10/02/2010 do World Wide

Web, http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1870-350X2009000100004&script=sci_arttext

Bueno G. N., Ribeiro, A. R. B., Oliveira, I. J. S., Alves, J. C. & Marcon, R. M., (2008). Tempos modernos versus ansiedade: aprenda a controlar sua ansiedade. Em: Wander C. M. Pereira da Silva (Org.), Sobre Comportamento e Cognição: Análise comportamental aplicada (Vol. 21, p. 341-352). Santo André: ESETec. 

Matos, M. A. (1999). Análise Funcional do Comportamento. Estudos de Psicologia (Campinas), 16(3) p. 8-18. https://doi.org/10.1590/S0103-166X1999000300002 

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Autora:

CINTYA DE RESENDE LOPES | Psicóloga – CRP 09/15467

Graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC GO), com ênfase em Análise do Comportamento. Especialização em Gestão de Pessoas pelo IPOG Goiás. Experiência na área clínica sob supervisão no Centro de Estudos, Pesquisas e Práticas Psicológicas (CEPSI). Experiência como gestora de Recursos Humanos em empresas de médio porte. Atuo como psicóloga clínica em atendimentos de adolescentes, adultos e idosos em diversas demandas. Busco auxiliar as pessoas a desenvolverem novas formas de se comportar, a partir de situações consideradas difíceis, a fim de melhorar sua qualidade de vida.

www.resendepsi.com.br

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