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17 de janeiro de 2017
O que muda na sociedade quando envelhecemos?

As representações sociais são definidas de acordo com a cultura de uma sociedade, assim como as interações e relações entre os indivíduos. Podemos perceber mudanças e avanços científicos em diversas áreas de conhecimento desde o século XIX, portanto, houve mudanças também nas representações sociais.

Enquanto antigamente os indivíduos mais velhos de uma sociedade eram vistos como sábios, atualmente podem significar um problema, muitas vezes são descartados no mercado de trabalho e negligenciados por suas famílias.

Com a velhice a subjetividade do indivíduo passa por alterações, enquanto ele executa tarefas de maneira mais lenta, pois sofre um desgaste no nível biológico, a pessoa adquire um princípio de vivência muito grande, já que teve bastante tempo de vivenciar experiências perceber as consequências das suas ações e participações no meio em que vive.

A construção da subjetividade na velhice torna-se um desafio, cada vez mais o idoso perde sua participação na sociedade em diversos âmbitos, a interação indivíduo-sociedade é abalada, o indivíduo deixa de participar em grupos, como sujeito social, e restringe suas interações apenas em um grupo de indivíduos, normalmente a família.

A sociedade vai se moldando de acordo com as representações sociais dos indivíduos contidos nela, assim como pode modificar os próprios indivíduos. Em uma sociedade onde o idoso perde seu espaço para ser criativo e ter valor social, os adultos são condenados a um futuro que talvez não desejem para si mesmos.

Enquanto não chegamos na velhice, devemos valorizar as expressões dos sujeitos mais velhos, compreender a simbolização do mundo que interpreta, pois pessoas com a subjetividade mais trabalhada podem contribuir no processo de objetivação e ancoragem dos mais novos, oferecendo uma visão mais trabalhada sobre as expressões da realidade e sobre a sociedade em que o indivíduo está inserido.

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