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22 de abril de 2022
O que é o autismo e por quê estamos ouvindo cada vez mais sobre?

A resposta é bem simples, antigamente quando o autismo surgiu como diagnóstico, não tínhamos recursos suficientes para concluir esses casos, mas evoluímos e atualmente estamos com bastante tecnologia para que mais pessoas sejam diagnosticadas o quanto antes.

O Transtorno do Espectro Autista está dividido em 3 graus, sendo eles: leve, moderado e severo. E segundo o Centro de Controle e Prevenção de Saúde americano, temos hoje 1 a cada 59 crianças afetadas pelo autismo.

Tem como o autismo ser descoberto quando bebê? Como observar isso? 

Tem como sim e em muitas vezes conseguimos observar isso no contato que o bebê tem com a mãe enquanto está no seio se alimentando. O bebê típico, estabelece   o contato com a mãe olhando diretamente pra ela enquanto mama, o bebê atípico não estabelece contato visual nessa ocasião. Ainda, as causas conhecidas afetam diferentes funções cerebrais e cada uma dessas disfunções causam algum tipo de comportamento restrito e prejuízo social.

A causa do autismo é predominantemente genética e em caso de gêmeos idênticos, se um deles nasce com autismo a chance de o irmão também ter é de 36% a 95%, em caso de gêmeos não idênticos a chance de o irmão também ser autista é de 10% a 30%. 

No mais, o aconselhado é que procure imediatamente um médico para que o diagnóstico seja realizado o quanto antes e as terapias com a criança sejam iniciadas, para que ela não tenha grandes prejuízos.

Novamente ressaltando, não tem nada de errado em possuir Transtorno do Espectro Autista seja em qual grau for e mesmo que esteja no CID, não significa que é uma doença, mas sim uma condição. Não há cura então não submeta sua criança a terapias absurdas que prometem uma coisa que não existe, busque acompanhamento médico, psicológico, fonoaudiólogo, ocupacional e outros, pois esses sim, funcionam para melhora da convivência social da sua criança. E não a exclua dos ambientes que frequenta, eles precisam socializar assim como nós, não os privem disso. 

Deixo uma dica ótima de documentário/filme sobre a vida de uma mulher autista de alta funcionalidade que é psicóloga, zootecnista e pesquisadora: Temple Grandin (2010), pode ser encontrado no streaming da HBO MAX.

Autora:

Ana Carolina Barros | Psicóloga – CRP 09/15052

Bacharel em Psicologia pela PUC-GO e pós-graduanda em Psicanálise e Educação (UCAM). Formação continuada na Escola Brasileira de Psicanálise (EBP-AMP). Experiência clínica como estagiária do CEPSI, com crianças (individual e em forma de cartel), adolescentes, adultos e idosos com ênfase em psicanálise nas modalidades presencial e online. Tem como diferencial pesquisa voltada para a saúde de pessoas LGBTQIA+, está sempre envolvida na elaboração de projetos, participando de congressos e estudos que envolvem a psicanálise de orientação lacaniana.

 

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