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27 de setembro de 2016
O que é a Demência?

O aumento na expectativa de vida é um fenômeno global, possibilitado pelos avanços na medicina e um maior cuidado com a saúde por parte da população. Mas, com o tempo de vida maior, também elevou-se o número de doenças degenerativas nos idosos, e casos de suspeita de demência aumentam a cada dia. Mas o que é a demência e como prevenir, diagnosticar e tratar?

A demência é caracterizada pelo declínio da memória e prejuízo em funçõescognitivas como a linguagem, orientação espacial, raciocíneo, concentração e habilidades visuais, além de mudanças no comportamento e personalidade, que interferem no funcionamento normal do indivíduo e em sua autonomia. As causas da demência podem ser diversas como, por exemplo, tumores cerebrais, traumatismos, abuso de álcool ou baixos níveis de vitamina B12 no organismo. A mais conhecida e frequente delas é a doença de Alzheimer, que causa, entre outros sintomas, perda de memória, dificuldade de orientação, de reconhecer rostos, até alucinações visuais ou auditivas.

Existem também outros tipos de demência, como a vascular, causada por lesões cerebrais decorrentes de acidente vascular encefálico, conhecido como “derrame”, a demência na doença de Parkinson e a demência frontotemporal, que é responsável por causar um declínio na cognição e alterar a personalidade, e é causa de uma degeneração cerebral, principalmente da região frontal, que determina e controla nossos comportamentos.

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Dentre as causas da demência estão a idade, histórico familiar, hipertensão, obesidade, diabetes, tabagismo, abuso de álcool e depressão. O diagnóstico pode ser difícil, por ter origens diversas, demonstrando-se importante uma investigação minuciosa, pois muitas causas podem ser tratáveis e prevenir a origem ou avanço da demência. Testes laboratoriais, tomografias, ressonâncias, exames neurológicos são importantes, bem como a avaliação neuropsicológica, que irá investigar as alterações de memória, linguagem, raciocínio e outras, e determinar se é um caso grave e quais partes do cérebro foram afetadas.

O tratamento da demência consiste em controlar seus sintomas e pode variar de acordo com a causa. Medicamentos são usados para diminuir os problemas de comportamento e também para evitar que os sintomas piorem rápido. A reabilitação neuropsicológica é importante, como forma de retardar o avanço da demência através de atividades que exercitam as funções cognitivas afetadas, oferecendo melhor qualidade de vida ao paciente e estimulando a independência, dentro das limitações de cada um. A psicoterapia é fundamental, não somente para o paciente, como para a família, uma vez que a demência exige uma adaptação de convivência com a doença e o desgaste emocional é frequente. Portanto, o apoio psicológico é indispensável.

Hábitos de vida saudáveis, como a prática de exercícios físicos, diminuição no consumo de açúcares, gordura, alimentos industrializados, álcool e tabaco são formas de prevenir o surgimento de doenças que podem causar a demência. É fundamental, também, cuidar da saúde mental, realizando atividades de lazer e que sempre exercitem o cérebro, como a leitura, por exemplo. Psicoterapia também é indicada, para prevenir ou tratar transtornos como a depressão, que pode ser uma causa da demência. Quanto mais cedo nos atentarmos para a prevenção, mais qualidade de vida teremos na terceira idade.

Referências:

http://www.minhavida.com.br/saude/temas/demencia

http://abraz.org.br/sobre-alzheimer/demencia

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Imagem: Extraída do Google Imagens

Sobre a autora:

Juliana Maria Borges  Psicologa CRP 09/8015

Graduada em Psicologia e especialista em Neuropsicologia pela PUC Goiás. Atualmente é Psicóloga Clínica na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) da cidade de Alto Horizonte, Goiás, atuando em equipe multiprofissional de apoio a crianças e adultos com deficiência.

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