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16 de agosto de 2016
Mais compreensão e menos julgamento

“Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter, calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e as minhas alegrias. Percorra os anos que eu percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz.”

Clarice Lispector

Quem nunca julgou alguém pela aparência, status financeiro, atitudes, religião ou por qualquer outro motivo, que atire a primeira pedra. Uma das coisas mais fácies de se fazer hoje em dia é julgar uma pessoa sem conhecer e sem entender os motivos pelo tal comportamento, simplesmente pelo fato de não querer ir atrás para saber o motivo e de não estar disposto a ajudar.

Muito se vê em rodinhas de conversas pessoas querendo dar opinião sobre a vida de ‘fulano’ porque ficou sabendo uma história por ‘ciclano’, ou querendo se intrometer no meio de uma situação sem querer avaliar o que aconteceu no passado, deixando de lado sua própria vida para cuidar do outro.

As situações vividas no cotidiano das pessoas são experienciadas de várias maneiras por cada um. Antes de querer julgar, saber explicaçõesou entender o motivo que a levou aquela atitude, e o principal é ter RESPEITO pela história de vida da pessoa.

O que a maioria não consegue entender também, é que algumas atitudes são em decorrência da aceitação pelo meio em que está inserido. O ser humano está em busca de constante aceitação do outro, deixando de lado quem realmente é para conseguir agradar aqueles que estão a sua volta.

A personalidade é construída desde a barriga da mãe e é moldada sempre com o encontro com o outro e pela experiência no passar dos anos. Não dá para ignorar quem somos hoje sem pensar em quem éramos e o que fizemos no passado. Os momentos vividos até aqui foram feitos de erros e acertos e vai caber cada um distinguir o que é melhor para si. Como diz o ditado, “cada um sabe onde aperta o sapato”.

Ir ao psicólogo é uma forma que as pessoas encontram para poder falar sobre seus sentimentos e seus pensamentos sem o receio de serem julgadas por maus olhos. O psicólogo tem o papel de aceitar a pessoa como ela é, tentando perceber seus defeitos e qualidades e sempre tentando entender o que a levou a ter tal comportamento e ainda fazer com que o paciente compreenda suas atitudes e avalie o que é o certo e o errado dentro da sua vivencia.

“Não somos perfeitos, cada um age em situações semelhantes de forma diferente. Não julgue sem saber da história de vida daquela pessoa. Você não sabe o que ela passou para chegar ali, assim, como a outra pessoa não sabe o que você passou para estar aqui”.

Imagem: Extraída do Google Imagens

BarbaraSobre a autora:

Barbara Gabriela Tedesco Haslinger, psicóloga (CRP 09/10231) graduada pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Já atuou como estagiária no banco da Caixa Econômica Federal na área de Gestão de Pessoas e estagiária no Centro Integrado de Psicologia e Seletiva na área de consultoria. Cursando a pós-graduação em Avaliação Psicológica Clínica e Institucional. Tem como foco na área clínica a abordagem Gestalt-terapia.

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