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25 de junho de 2018
Inclusão Escolar: por uma educação para todos

 

A inclusão escolar é um processo recente, em que estudantes, agora amparados legalmente, encontram-se em sala de aula, independente de suas condições físicas, cognitivas, sociais e emocionais. As discussões que norteiam esse processo dizem respeito, principalmente, em como a escola está preparada para acolher e promover o desenvolvimento dessas crianças e adolescentes que possuem necessidades especiais, e quais caminhos e meios que a comunidade escolar podem utilizar para potencializar os processos de ensino-aprendizagem.

Embora no senso comum haja uma concepção de que crianças com necessidades especiais sejam iguais, e, por isso, devem ser utilizados os mesmos métodos de ensino, que irão se desenvolver em um tempo comum, isso não é verdade. Na realidade, discutir inclusão escolar implica compreender as particularidades e especificidades de cada sujeito que compõe o espaço educacional. Isso pressupõe uma educação para todos, em que crianças autistas, com síndrome de Down, surdas, cegas, diagnosticadas com os transtornos diversos, como o famoso TDAH, e, também, crianças em situação de vulnerabilidade social, considerando os aspectos econômicos, políticos e sociais em que se inserem.

Pensar essa realidade implica pensar formas de atuação e prevenção escolar. Sendo papel da instituição escolar promover não só uma formação educativa, mas, também, se constituindo enquanto espaço de socialização, em que essas crianças, ao conviverem com o diferente (sim, somos todos diferentes!) aprendem a lidar, respeitar e atentar-se ao outro. Estudos indicam que as crianças nesse contexto se desenvolvem integralmente, em todas suas dimensões: psicológica, cognitiva e cultural. Por isso, tão necessário espaços como esse, em que o diálogo, o conhecimento e o compartilhar experiências sejam centralizados. Reconhecendo as especificidades de cada um e promovendo a inclusão de todos e todas!

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