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8 de março de 2019
Dia Internacional das Mulheres

Dia de celebrarmos conquistas, igualdades, visibilidades, respeito, integridades, trabalhos, liberdades, amores e cores. O dia 8 de março nos remete às conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres que, a partir de suas reivindicações, mudaram os rumos da história mundial. Comumente relacionamos a data de 8 de março ao incêndio em uma fábrica de blusas no EUA, em 1909, no qual morreram cerca 129 mulheres.  Para além deste marco, em um contexto mundial, há outros registros de reivindicações relacionadas às temáticas trabalhistas, políticas e econômicas das mulheres. Podemos mencionar as passeatas em Nova Iorque, em 1909; na Europa em 1910, a Segunda Conferência Nacional de Mulheres Socialistas, em maio de 1917, uma manifestação para protestar contra a fome e a Primeira Guerra Mundial, o que viria a ser o primeiro passo para a Revolução Russa.

A data só foi oficializada pela ONU em 1975, e, mesmo com todos esses movimentos sociais das mulheres, ainda presenciamos a intensa desigualdade entre os gêneros, principalmente as opressões dos homens às mulheres. Como exemplo, podemos localizar a desigualdade salarial entre homens e mulheres, uma vez que elas possuem maior carga horária de trabalho e maior grau de escolaridade, no entanto, recebem em média 76% do salário dos homens (IBGE).

Em muitos países o dia 8 de março é marcado pelas manifestações onde são contestados posicionamentos políticos acerca do alto índice de feminicídio, violência contra a mulher, assim como questões relacionadas ao aborto, desigualdade salarial, entre outros.

No Brasil a cada duas horas uma mulher é assassinada. O nosso país, segundo a ONU, ocupa a sétima posição entre as nações mais violentas contra as mulheres de um total de 83 países. Mesmo com a evolução de podermos hoje expor os problemas para serem discutidos ainda há muito por ser feito.

Antes essas temáticas eram colocadas entre quatro paredes e as vítimas sentiam vergonha, a ponto de não dizer nada ou denunciar. Já temos canais de denúncia contra violência, como o disque 100 – Direitos Humanos e o disque 180 – Central de Atendimento à Mulher em situação de Violência. Contudo ainda é necessário que as pessoas entendam que violência não é algo normal e não pode ficar impune.

É preciso que nós estejamos atentas e atentos aos inúmeros indícios de desigualdades e opressões contra as mulheres. Nós, do Programa Florescer, temos enquanto missão promover o desenvolvimento humano de forma integral e saudável, sem qualquer preconceito e discriminação. Caso você esteja passando por momentos de desconforto conjugal ou social, nos procure, estaremos dispostas a lhe acolher da melhor forma.

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