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22 de abril de 2019
Ansiedade: Um futuro que não chegou

Ah… Sinto meu coração disparado, tento puxar o ar com as narinas para respirar mas me encontro fadigado:-Cadê você ar?  Logo me percebo com gatilhos mentais inconscientes vindo á tona: – Você é inútil, você é incapaz, você não vai conseguir…

Os gatilhos mentais podem ter origens diversas, incluindo meu nicho familiar, na qual no meu contexto histórico sempre houve cobranças e afirmações negativas em relação à minha pessoa e meus comportamentos. Podem vir de uma cobrança minha de que nunca sou suficiente bom naquilo que me proponho a fazer e/ou de uma cultura que está sempre me dizendo o que fazer e que padrão seguir.

Consequentemente eu crio padrões de exigências altos e me cobro. Me cobro pelo futuro que ainda não chegou e na medida em que me cobro no presente eu acabo me sabotando a não conseguir executar enquanto ações práticas que eu gostaria. Ou seja: Me cobro no presente e prejudico meu futuro, porque minha ansiedade paralisa. Tento me encaixar nos padrões que eu criei: – AHHH, que Fardo!

Logo eu me encontro sem paciência com todos, parece que estou tão acelerado que não consigo acompanhar a lentidão das pessoas.

O dia sempre é muito curto para mim e a noite, aahh… quão longa é! Não consigo relaxar, me sinto tenso, preocupado se conseguirei ser bem sucedido daqui a cinco anos. Elaboro estratégias de como estar sempre a um passo à frente de mim mesmo. Mas ao mesmo tempo eu tenho regressos pois vivo me autopunindo emocionalmente.

No dia seguinte lá estou me entupindo de café para manter-me acordado. A minha chefe me chamou pra uma reunião do meu trabalho, mas senti-me decepcionado comigo mesmo após a reunião. Não entendi uma “lhufa” do que ela disse, estou com problemas de concentração. Droga! Preciso dessa maldita concentração pra elaborar um projeto pra apresentar na próxima reunião.

O que eu faço, caro leitor?

O texto foi apresentado em primeira pessoa para que possamos compreender um pouco da complexidade que é “estar” ansioso. A ansiedade para a sobrevivência e autopreservação é saudável.  A Ansiedade em excesso pode se tornar prejudicial, ela vem acompanhada dos sintomas: fadiga, taquicardia, dificuldade na concentração e memória, impaciência, insônia, procrastinação, dores de cabeça. Preocupações constantes sobre o futuro, ataques de pânico, evitação, dentre outros.

É necessário o acompanhamento psicoterápico nestes casos, na qual o Psicólogo atuará localizando as crenças centrais e as crenças intermediárias que mantém este comportamento a fim fazer intervenções psicológicas como o: método a psicoeducação, técnicas de relaxamento dentre outras.

A ansiedade costuma ser o pico do Iceberg, por baixo desse gelo “sem via de regra” costuma surgir: baixa-autoestima, autocobrança, autopunição e querer sempre agradar a todos e esquecer de si.

O Psicólogo com um diferente olhar e compreensão, caminhando lado a lado com o cliente, descobrirão juntos as prováveis origens do “problema” e encontrarão caminhos para chegarem a um “possível” equilíbrio da Ansiedade.

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