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9 de abril de 2020
A psicoterapia é a resposta para todas as minhas perguntas?

O que você espera quando busca atendimento psicológico? Muitas pessoas acreditam que iniciar um tratamento psicoterápico fará com que elas deixem de ter problemas, preocupações, como se fosse essa a resposta para todas suas perguntas.

No decorrer dos atendimentos, ou mesmo na primeira sessão, percebe-se que a ideia milagrosa que muitas vezes ronda o imaginário social nem sempre se faz presente, ou melhor, é completamente equivocada.

O atendimento psicológico, independente da abordagem que a(o) profissional trabalhe, tem como objetivo ofertar novos caminhos frente ao sofrimento. Contudo, essa oferta não é dada a priori, mas vai sendo construída em um processo conjunto entre psicóloga (o) e paciente no decorrer das sessões.

É errôneo acreditar que a função da (o) profissional psi é dar respostas prontas, lançar mão de conselhos ou artifícios dessa natureza. Fosse assim, não seria necessária uma formação intensa e contínua dentro da ciência psicológica.

Mas afinal, qual a função da (o) psicóloga (o)?

A (o) profissional de Psicologia será responsável por trilhar com o paciente um caminho de descobertas frente à situação apresentada. Neste caminho é possível descobrir a razão de tal comportamento, por qual motivo o mesmo permanece, e a criação de novas estratégias e habilidades para que se possa agir frente ao que se queixa.

Contudo, e principalmente, a (o) psicóloga (o) será responsável por acolher o sofrimento do paciente, não desmerecendo o que por ele for trazido e sendo responsável por criar uma atmosfera de confiança e não julgamentos a fim de ser apoio e escuta para assuntos de qualquer natureza.

A grande riqueza do trabalho psicoterapêutico

Como dito anteriormente, é fundamental que todo o caminho trilhado seja uma construção entre psicóloga (o) e paciente. Dessa forma, mesmo que a (o) profissional já tenha lidado com queixa semelhante em seu consultório, não há fórmulas prontas.

Um mesmo problema é vivenciado de formas completamente diferentes por cada um. Afinal, não é possível fazer um recorte diante da queixa, uma vez que existem inúmeros aspectos que atravessam esse sujeito de forma peculiar e influenciam em sua percepção e resolutividade.

Está aí a grande riqueza do trabalho psicoterapêutico: a construção de uma trajetória única e singular com cada paciente, respeitando suas formas de ser e pensar. Assim, este se torna autor de sua história e possibilita a criação de seus próprios caminhos, não apenas frente à queixa inicial, mas diante dos diversos sofrimentos que podem surgir ao longo da experiência psicoterápica.

Agora que você já sabe que essa é uma experiência única, te convido a se apropriar de sua própria história. Está pronto? Vamos juntos? Eu posso te ajudar.

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Autora: FLÁVIA ÁVILA MORAES | Psicóloga – CRP 09/13456

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