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4 de abril de 2019
A família e o suicídio: a dor sufocada por um luto não reconhecido

Um grande movimento vem sendo realizado frente ao suicídio. Um exemplo é a Campanha Setembro Amarelo, onde durante todo o mês são realizadas palestras, caminhadas, distribuição de materiais e até atendimentos com intuito de conscientizar e prevenir a população.

Porém, ainda é pequeno o movimento de apoio e atenção da sociedade aos familiares. Alguns fatores podem, infelizmente, justificar esse não reconhecimento, pois o suicídio ainda é bastante estigmatizado e repleto de tabus.

A morte por suicídio é traumática e violenta para os familiares. Eles precisarão lidar com a dor, os conflitos internos, o possível sentimento de culpa, o afastamento das pessoas, os olhares e até questionamentos como “você não percebeu nada de diferente?”. Além disso, as famílias sobreviventes podem ser rotuladas como desestruturadas, desequilibradas e até anormais.

E assim, devido ao estigma e a falta de suporte social, os familiares acabam sufocando suas emoções e não expressando seus sentimentos. A não expressão do luto pode trazer consequências maiores como luto complicado e transtorno de estresse pós traumático.

Por isso, é tão importante o apoio da sociedade, a quebra de tabus e a empatia com os familiares sobreviventes. Viver o luto do suicídio não é fácil, como dito anteriormente é uma morte traumática e violenta, mas com acolhimento, suporte e acolhimento, os familiares podem buscar retomar as suas vidas.

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