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8 de outubro de 2020

Outubro Rosa é como é conhecido o movimento popular de enfrentamento ao câncer de mama. Inicialmente surgiu com ações isoladas nos Estados Unidos, até a campanha ser aprovada pelo Congresso Americano que definiu que o mês de outubro seria o mês dedicado à conscientização do câncer de mama.  Tal conscientização inclui o estimulo ao autocuidado (toque mamário para detecção de nódulos ou quaisquer alterações mamárias), aos exames de rotina, a ampliação das informações a respeito do diagnóstico e tratamento para a população geral, além da promoção de ações em Instituições governamentais e privadas.

O movimento ganhou espaço em diferentes países, e mais precisamente no ano de 2002 teve sua primeira iniciativa no Brasil, na cidade de São Paulo, com a iluminação do Obelisco do Ibirapuera (Obelisco de São Paulo) na cor Rosa, cor internacionalmente escolhida para representar a campanha.

Atualmente no Brasil e no mundo, é possível observar como o movimento tem ganhado maior atenção da sociedade, e deste modo, um número maior de pessoas tem sido amparadas com a detecção precoce da doença, que apesar de em sua maioria acometer pacientes do sexo feminino, acomete também cerca de 1% de pacientes do sexo masculino.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) “o câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células da mama. Esse processo gera células anormais que se multiplicam, formando um tumor”.

Há vários tipos de câncer de mama, e estes podem evoluir de formas distintas, alguns mais rapidamente e outros mais lentamente. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial para que protocolos individuais sejam elaborados pelo profissional oncologista, juntamente com outros profissionais de saúde.

Entende-se que o câncer de mama é multifatorial, ou seja, não ocorre por uma única causa, mas uma associação de causas que variam para cada pessoa.

Estudos apontam que um dos riscos mais recorrentes é o fator idade, ter mais de 50 anos. Mas além deste, outros devem ser avaliados como mostra a tabela abaixo:

Fatores ambientais e comportamentais Fatores da história reprodutiva hormonal Fatores genéticos e hereditários
Obesidade e sobrepeso após a menopausa Primeira menstruação antes dos 12 anos História familiar de Câncer de ovário
 

Sedentarismo e inatividade física

 

Não ter tido filhos

Casos de Câncer de mama na família, principalmente antes dos 50 anos
Consumo de bebida alcóolica Primeira gravidez após os 30 anos História familiar de Câncer de mama em homens
 

Exposição frequente a radiações

Parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos Alteração genética, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2
  Uso de contraceptivos hormonais (estrogênio-progesterona)  
  Ter feito reposição hormonal (menopausa) por mais de 5 anos  

Fonte: Instituto Nacional de Câncer (INCA) – Ministério da Saúde

 

Como foi citado anteriormente, além do acompanhamento com o Médico Oncologista, diversos profissionais podem auxiliar no tratamento dos pacientes no decurso da doença, dentre estes, a(o)Psicóloga(o).   Cada paciente em sua singularidade é quem pode dizer se algo o angustia desde o diagnóstico inicial ao percurso do tratamento do câncer de mama, e se assim desejar é possível que inicie um acompanhamento psicoterápico, buscando um espaço de fala, escuta e acolhimento com a(o) profissional que se sentir confortável.

Se se você gostou deste conteúdo, seja você também uma(um) agente da campanha Outubro Rosa e propicie que estas informações cheguem a outras pessoas.

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Referências

Câncer de mama. Instituto Nacional de Câncer – Ministério da Saúde, 21 de agosto de 2020. Disponível em <https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-mama> Acesso em 05/10/2020.

Outubro Rosa. Instituto Neo Mama de Prevenção e Combate ao Câncer de Mama. Disponível em <http://www.outubrorosa.org.br/historia.htm> Acesso em: 05/10/2020.

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Autora: MAYNA FAVA MARQUES | Psicóloga – CRP 09/13797

Sou Psicóloga e Psicanalista em formação. Realizo atendimento individual de adultos e idosos nas modalidades presencial e online. Acredito que é por meio do estudo do Inconsciente que os sujeitos “existem onde não pensam e pensam onde não existem”.

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